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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Dez anos no Mundo de K

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O tempo passa rápido quando estamos nos divertindo e assim se passaram dez anos no Mundo de K; escrevendo sobre livros, literatura, arte e cultura em geral. O blog foi criado em janeiro de 2007 com o objetivo de me manter próximo a estes assuntos, o que nem sempre era possível devido à minha atividade profissional ligada ao gerenciamento de projetos de engenharia. Desde então o espaço vem agregando novos amigos em torno da mesma ideia e hoje ainda continua empenhado em conhecer e divulgar a cultura. Obrigado a todos que acompanharam as postagens aqui ou nas redes sociais, fico muito feliz de saber que existem outros habitantes neste mundo. Preparei uma seleção para lembrar das listas mais visitadas e comentadas na última década, espero continuar contando com vocês nos próximos dez anos!
As 20 melhores citações sobre a mentira - Novembro 23, 2016;

As 20 melhores obras em castelhano dos últimos 25 anos - Novembro 06, 2016;

20 razões que explicam a permanência do livro impresso - Novembro 0…

O poeta Roberto Bolaño

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Roberto Bolaño (1953-2003) ficou mundialmente conhecido pelo seu monumental romance 2666, publicado postumamente na Espanha em 2004, o livro se transformou em um tremendo sucesso editorial após a tradução americana, lançada no mercado dos EUA em 2008, que elevou o autor chileno (e que todos achavam ser mexicano) à categoria de mito literário, comparado somente aos escritores da geração beat (ver resenhas do New York Times, Guardian e Independent). 2666 foi o vencedor do National Book Critics Circle Award nos Estados Unidos e eleito o livro do ano pela Time Magazine.

O fato é que a produção em prosa de Roberto Bolaño gerou grandes romances como o já citado 2666, Os Detetives SelvagensO Terceiro Reich, sem falar nos seus contos maravilhosos, caso da antologia Putas assassinas. Tantas boas histórias acabaram ofuscando o talento do autor como poeta. Um belo texto chamado "El Poeta Roberto Bolaño" foi escrito pela espanhola Ouvido García Valdés, outra grande poeta, e incluído n…

Dias Gomes - O Bem-Amado

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Dias Gomes - O Bem-Amado - Editora Bertrand Brasil (Grupo Editorial Record) -  126 Páginas - Relançamento de 2014 em uma série de livros de Dias Gomes com novo projeto gráfico (Leia aqui um trecho disponibilizado pela Editora).

Uma boa definição para que um texto possa ser considerado "clássico" é que ele seja atemporal e universal, condições atendidas na comédia "O Bem-Amado, farsa sociopolítico-patológica em 9 quadros" de Dias Gomes (1922-1999), um marco da dramaturgia nacional, que deve muito de sua popularidade à adaptação para telenovela escrita pelo próprio Dias Gomes em 1973. É estranho pensar como houve um tempo na TV brasileira em que se produziam novelas com este nível de qualidade. A Editora Bertrand Brasil, Grupo Editorial Record, relançou em 2014 vários títulos da obra de Dias Gomes, incluindo "O Pagador de Promessas"e "O Bem-Amado" em uma série com um novo projeto de identidade visual.

Odorico Paraguaçu é o prefeito corrupto de Sucup…

Julián Fuks - A Resistência

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Julián Fuks - A Resistência - Editora Companhia das Letras - 144 páginas - Lançamento: 05/10/2015 (Leia aqui um trecho em pdf disponibilizado pela Editora).
Este livro alterna entre a autobiografia e ficção, utilizando "palavras guardadas na obscuridade da memória, palavras já esquecidas e transformadas em vagas noções, turvas imagens, impressões duvidosas", assim define em certa passagem o angustiado protagonista Sebastián, representação do autor Julián Fuks, na tentativa de resgatar a sofrida história da própria família, a começar pela resistência política dos pais argentinos, exilados no Brasil, fugitivos da ditadura militar em seu país de origem. Outra resistência que permeia toda a narrativa é a do irmão mais velho, que foi adotado ainda na Argentina, neste caso uma resistência ao convívio familiar. Contar os dramas particulares da própria família não deve ter sido uma tarefa fácil, ainda mais porque o autor partiu apenas das já citadas "vagas noções" dos fatos…

Ricardo Piglia (1941-2017)

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"Sobre aquilo que não se pode falar, o melhor é calar, dizia Wittgenstein. Como falar do indizível? Essa é a pergunta que a obra de Kafka tenta, repetidamente, responder. Ou melhor, disse, sua obra é a única que, de maneira refinada e sutil, atreve-se a falar do indizível, daquilo que não se pode nomear. Que diríamos hoje que é o indizível? O mundo de Auschwitz. Esse mundo está além da linguagem, é a fronteira onde se encontram as cercas da linguagem. Arame farpado: o equilibrista caminha, descalço, sozinho lá em cima, e procura ver se é possível dizer alguma coisa sobre o que está do outro lado."Respiración Artificial - Ricardo Piglia

Prêmio Sesc de Literatura 2017

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Uma das melhores oportunidades de divulgação para escritores iniciantes, o Prêmio Sesc de Literatura, promovido pelo Serviço Social do Comércio, tem o objetivo de premiar anualmente obras inéditas nas categorias Conto e Romance, destinadas ao público adulto, escritas em língua portuguesa, por autores brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil. Os vencedores terão suas obras publicadas pela editora Record, que é responsável pela edição e distribuição, com tiragem inicial de dois mil exemplares. As inscrições para o Prêmio Sesc poderão ser feitas à partir do dia 09 de janeiro até 17 de fevereiro e os vencedores serão anunciados em junho de 2017 (consultar o edital completo aqui).

Uma premissa básica é que o candidato deverá enviar um livro que nunca tenha sido publicado. Entende-se por publicação o processo de edição de uma obra literária e sua distribuição em livrarias ou pela internet, ainda que o livro não possua número de registro no ISBN. Obras lançadas em plataformas digitai…

Jean Genet - Nossa Senhora das Flores

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Jean Genet - Nossa Senhora das Flores (Título original: Notre-Dame-des-fleurs) - Editora Nova Fronteira - 332 páginas - Tradução de Newton Goldman - Apresentação de Jean-Paul Sartre (Lançamento no Brasil: 1983, edição esgotada).
Sem dúvida o mais maldito dos autores malditos, o escritor, poeta e romancista francês Jean Genet (1910-1986) elevou os marginais à categoria de heróis e transformou a "decadência em triunfo", principalmente neste livro que é o primeiro e o mais pessimista de toda a sua obra, refletindo a sua existência polêmica (talvez um pouco mais do que polêmica; marginal seria uma expressão mais apropriada). Passando sucessivamente, ao longo da vida, pelas etapas de ladrão, mendigo, prostituto e presidiário, Genet seria certamente condenado à prisão perpétua, por nove processos criminais, se não fosse um movimento criado por um grupo de intelectuais franceses liderado por Jean Cocteau. Outro ilustre defensor foi Jean-Paul Sartre que considerava Nossa Senhora das …
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