20 hábitos pouco educados de leitores compulsivos

Alexandre Roslin (1763), Sandro Botticelli (1483) e Vladimir Borovikovsky (1798)
Detalhes de Alexandre Roslin (1763), Sandro Botticelli (1483) e Vladimir Borovikovsky (1798)
Antes de mais nada preciso confessar que sou um leitor compulsivo. Talvez esta falha de caráter explique a facilidade com que relacionei algumas práticas francamente arrogantes e pouco sociais que somente outros leitores compulsivos poderão entender e reconhecer no seu próprio cotidiano. É difícil definir em que ponto um hábito louvável como a leitura se transforma em vício e obsessão, mas se você se identificou na maioria dos comportamentos abaixo e até mesmo achou alguns um pouco engraçados, sinto dizer caro amigo que, assim como eu, você não tem mais salvação!

(01) Esconder-se de conhecidos em ambientes públicos como transportes coletivos ou salas de espera de aeroportos para não precisar interromper a leitura;

(02) Ficar tentando identificar que livros as outras pessoas estão lendo na rua ou, em um caso mais crítico, tentar ler sorrateiramente alguns trechos;

(03) Recusar-se sistematicamente a emprestar livros para amigos e parentes;

(04) Emitir a sua opinião pessoal e detalhada ao responder à clássica e inócua pergunta no elevador: "está gostando?" ou em outra variante ainda pior: "do que trata esse livro?";

(05) Escrever resenhas mentais de romances que leu recentemente durante eventos religiosos, reuniões de amigos ou festas familiares;

(06) Ignorar o horário comercial de fechamento das livrarias ou ler os livros sem interrupção, recusando-se em alguns casos a comprá-los posteriormente;

(07) Perder a paciência com amigos e familiares que se recusam a entender o valor de determinados autores contemporâneos, muitas vezes por simples desconhecimento;

(08) Abarrotar a casa com livros e ocupar todos os espaços que poderiam ser utilizados de outra forma pelos familiares, com vasos de plantas decorativos, por exemplo;

(09) Não contribuir para a sustentabilidade e preservação das florestas ao recusar-se a reduzir a compra de livros impressos e utilizar plataformas digitais;

(10) Cheirar e acariciar livros em público. Demência de cunho fetichista que somente outros leitores compulsivos poderão entender e aceitar. Essas práticas só devem ser feitas na segurança do seu lar;

(11) Exigir que os amigos e familiares o presenteiem no aniversário e outras ocasiões especiais sempre com livros, impedindo-os de exercer sua livre escolha ou simplesmente de não lhe dar presente nenhum;

(12) Ofender vendedores de livrarias que desconhecem completamente os clássicos da literatura nacional e internacional;

(13) Odiar ou simplesmente desprezar as seções de autoajuda, esoterismo e informática das grandes livrarias;

(14) Escrever resenhas ou críticas excessivamente detalhadas ou explicadas, desrespeitando assim a inteligência do leitor;

(15) Ignorar os eventuais chamados da esposa, filho ou ligações telefônicas tentando terminar um parágrafo ou capítulo;

(16) Não respeitar os gostos alheios que não se encaixam nas suas próprias definições de qualidade literária;

(17) Comprar um livro fantástico para presentear um grande amigo, não resistir à tentação e ler o livro, finalmente deixar o amigo sem presente;

(18) Recusar frequentemente convites para reuniões de amigos após o horário do trabalho pensando em voltar logo para casa e terminar a leitura;

(19) Achar que as pessoas que não compartilham o hábito da leitura são desinteressantes e até mesmo feias sob certo aspecto;

(20) Curtir as publicações nas páginas das redes sociais sobre livros sem ler as matérias ou resenhas nos sites de origem.
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