Elizabeth Catlett — força, dignidade e beleza

Ilustração, arte gráfica

A obra de Elizabeth Catlett (1915-2012) é uma constante afirmação de força, dignidade e beleza. Neta de escravos libertos, Catlett alcançou reconhecimento mundial como uma das maiores artistas modernistas norte-americanas, utilizando técnicas abstratas e figurativas, tanto em suas ilustrações quanto esculturas, para representar a herança cultural dos descendentes afro-americanos, principalmente mulheres, vivendo nos EUA. O seu trabalho tem influência também da arte mexicana, país onde ela viveu por vinte anos, tornando-se chefe do departamento de escultura da Escola Nacional de Artes Plásticas da cidade do México.

A artista tinha consciência política de seu papel na sociedade e costumava dizer que o principal objetivo de sua arte era transmitir mensagens de cunho social e não somente estética. De fato, ao olharmos as suas criações é impossível dissociar a beleza das imagens das questões de raça, gênero e classe, tão comuns em nosso continente. A composição de imagens acima ilustra bem essa demonstração de força e dignidade da raça negra, para ver mais detalhes de cada uma das ilustrações visitem a página dela no Google Art Project ou a página do MoMA para apreciar detalhes em alta definição de Sharecropper (1952).

Escultura norte-americana

As lindas esculturas de Catlett, em bronze, mármore ou madeira, consolidam a posição da mulher e artista negra em busca de seu lugar de direito na sociedade, mas também são uma representação universal da humanidade. Deve ser uma questão difícil para um artista ter que criar sem abrir mão de sua responsabilidade política e social, Elizabeth Catlett conseguiu fazer isso sem dúvida. Mais exemplos de suas esculturas podem ser apreciados neste catálogo.

"Nenhum outro campo é tão fechado para aqueles que não são brancos e homens quanto são as artes visuais. Depois que eu decidi ser artista, a primeira coisa que eu tinha que acreditar era que eu, uma mulher negra, podia penetrar na cena da arte, e que, além disso, eu poderia fazê-lo sem sacrificar um pouco da minha negritude ou minha feminilidade ou minha humanidade." - Elizabeth Catlett
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