Kazuo Ishiguro - Nobel de Literatura 2017

Literatura inglesa
Foto Mike Segar - Agência Reuters

Está mantida a tradição da Academia Sueca em surpreender com a escolha de um autor não incluído nas listas de favoritos. Certamente não foi uma premiação tão polêmica quanto a do ano passado com Bob Dylan, neste ano o Nobel de Literatura vai ficar com um romancista de carreira, o nipo-britânico Kazuo Ishiguro de 62 anos, definitivamente um dos grandes autores vivos em língua inglesa, mas com uma herança literária bem menos influente do que outros escritores como Philip Roth ou Amós Oz, para citar apenas dois exemplos que constavam na maioria das listas, inclusive na minha. Nas bolsas de apostas, os mais cotados eram o queniano Ngũgĩ wa Thiong'o, o japonês Haruki Murakami e a canadense Margaret Atwood. Segundo a Academia, Ishiguro criou "romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo", uma bela definição que realmente caracteriza os textos do autor como na sua obra "Never Let me Go" (Não me Abandone Jamais) — siga o link para resenha do Mundo de K.

Nascido em Nagasaki, no Japão, em 1954, Ishiguro mudou-se para a Inglaterra aos cinco anos de idade, onde vive até hoje. A distinção foi inesperada para o próprio autor que imaginou tratar-se de uma notícia falsa, conforme declarou nesta entrevista para a BBC, ele considerou o Nobel que lhe foi atribuído "uma honra magnífica", que o coloca nos passos "dos maiores autores que já viveram". No Brasil, cinco dos sete romances de Ishiguro já foram traduzidos e publicados pela Editora Companhia das Letras, sendo os três principais (com os anos de lançamento originais): "Os Vestígios do Dia" (1989), "Não me Abandone Jamais" (2005) e "O Gigante Enterrado" (2015). Ele receberá um prêmio de 9 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,5 milhões).


Kazuo Ishiguro no Brasil
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